‘Referência de bairro’ é destaque no Plano Diretor Participativo

Um conceito teórico da reflexão atual sobre as cidades, chamado de “Referência de Bairro”, foi transformado em caso cotidiano nas primeiras quatro, das 11 oficinas territoriais programadas do Plano Diretor Participativo de Jundiaí, que encerraram a semana na noite de quinta-feira (26) na escola municipal Antonino Messina, no Jardim Bonfiglioli.

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Ao tomar a palavra, moradores da região apontaram a importância de as pessoas poderem se locomover a pé até os equipamentos públicos ou mesmo comerciais de diversas naturezas no seu próprio bairro. E destacaram a importância da boa vizinhança.

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O público teve uma boa participação na oficina territorial de quinta-feira (26)

O público teve uma boa participação na oficina territorial de quinta-feira (26)

Entre as principais preocupações de moradores, vistas também nas oficinas realizadas em escolas nos bairros Fazenda Grande, na Vila Alvorada e no Rio Acima, está a verticalização em pontos não adequados dos bairros e os loteamentos e usos urbanos na área rural.

A secretária de Planejamento e Meio Ambiente, Daniela da Câmara Sutti, pontua que em muitos casos essa ocupação de solo vem sendo implementada sem consideração para com os moradores já existentes, resultando na descaracterização dessas estruturas urbanas tradicionais e causando a degradação da qualidade de vida desses bairros. “Por isso, precisamos dessa participação para buscarmos uma lei mais adequada”, afirma.

As áreas verdes (em especial a Serra do Japi e os parques públicos), o manejo da água e o saneamento(esgoto e drenagem hídrica) e a educação básica são pontos sempre lembrados como positivos e que devem ser aprimorados. Mas questões como as calçadas (que também integram outro conceito atual, acaminhabilidade), a falta de infraestrutura rural, o cuidado com as vielas, a atenção aos idosos e outros tópicos surgem como pontos a serem observados.

Alguns moradores antigos, como Ulisses Nutti Moreira ou José Romeu Rafael, lembraram que em processos de Plano Diretor como o primeiro, de 1969, ou os debates anteriores que contavam com especialistas, como Ariosto Mila, tiveram preocupações semelhantes de ouvir moradores e consideraram necessária a escuta da população sobre os rumos da cidade.

As oficinas territoriais, que seguem nas próximas semanas, formam a etapa de sensibilização do processodo Plano Diretor Participativo. Em outras duas ocasiões, entre abril e junho, serão promovidos dois fóruns de propostas para os quais serão convidados os participantes dessa etapa para um aprofundamento. A ideia é se chegar a um texto-base de orientação para a elaboração da nova lei, que deve atualizar as regras atualmente dispersas em duas leis separadas, Plano Diretor e Uso do Solo, com pontos contraditórios entre si.

Além de pontos positivos a ser aprimorados e problemas a ser resolvidos dentro da visão territorial e de distribuição de serviços públicos e privados, as oficinas também trabalham com um consenso sobre a “Jundiaí que queremos” para os próximos dez anos. As respostas em grupo têm variado entre ser umareferência de qualidade de vida, de sustentabilidade e outras. Essa pergunta-chave também pode ser respondida online no portal do Plano Diretor.

Sobre a questão da segurança, também presente nos debates, tem havido a divulgação da iniciativa específica também em andamento sobre o Plano Municipal de Segurança.

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A quarta oficina teve clareza e outras sete oficinas recomeçam na segunda (30)

A quarta oficina teve clareza e outras sete oficinas recomeçam na segunda (30)


José Arnaldo de Oliveira
Fotos: Dorival Pinheiro Filho


Publicada em 27/03/2015 ▪ Leia mais sobre

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