Vetor Oeste recebe primeira oficina do Plano Diretor Participativo

A metodologia das oficinas territoriais do Plano Diretor Participativo começou a funcionar na segunda-feira (23), na primeira das 11 reuniões com moradores agendadas para ocorrer em diversas regiões da cidade. Ao longo de duas horas, uma pequena apresentação explica as linhas gerais do Estatuto da Cidade (lei federal de 2001), depois, uma parte mais longa que é o trabalho em grupos de seis a oito pessoas e outras duas pequenas explanações finais sobre a participação social e sobre as etapas do processo até julho.

“Não estamos voltados para um trabalho puramente técnico, que depois os moradores pouco entenderão em uma audiência pública convencional. Nosso objetivo é contar com os moradores na orientação da Jundiaí que queremos, a partir da análise da Jundiaí que temos. Esse trabalho visa um texto-base que possa ser compreendido por todos e então transformado em uma minuta de lei”, afirma a secretária de Planejamento e Meio Ambiente. Daniela da Camara Sutti.

Veja o álbum de fotos da reunião
Confira as datas e locais para as reuniões das oficinas

Trabalho em grupos: método visa entendimento do que é o plano diretor para motivar sugestões

Trabalho em grupos: método visa entendimento do que é o plano diretor para motivar sugestões

Realizada dentro da escola municipal Nassib Cury, no bairro Fazenda Grande, a oficina de abertura contou com moradores de bairros como Almerinda Chaves, Jardim Tannus, Novo Horizonte, Eloy Chaves e Residencial Jundiaí.

A primeira parte tratou do Estatuto da Cidade e do Plano Diretor Participativo com a ajuda de um vídeo curto disponível AQUI .

Na segunda e mais longa parte da oficina, os grupos de trabalho definiram pontos positivos e negativos da cidade (ou de sua região). Destacaram-se entre os primeiros a natureza, as áreas verdes, a água, os parques, a educação municipal e a oferta de empregos, além da perspectiva de futuras unidades de pronto atendimento de saúde. Nos pontos negativos apareceram problemas de mobilidade (trânsito, transporte público, trajetos de bicicletas ou pedestres), a verticalização de alguns bairros e questões de segurança coletiva ou saúde.

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Essa parte teve ainda a definição em grupo de uma ou mais “manchetes” desejadas para o prazo de dez anos, quando surgiram sonhos como Jundiaí ser referência em sustentabilidade, saúde ou mobilidade para o país.

A terceira parte teve uma explanação sobre como o Plano Diretor Participativo não resolve questões específicas mas pode orientar até mesmo orçamentos anuais ou plurianuais, buscando metas como a distribuição adequada de equipamentos públicos, o estímulo a áreas verdes (ecológicas, rurais, de mananciais e de bairros) e o retorno adequado dos sistemas urbanos como transporte, drenagem e outros serviços.

O trabalho é encerrado com uma apresentação das etapas do processo, que depois das oficinas envolve ainda trabalhos com grupos e segmentos, a realização de dois fóruns de afinação e ainda mesas de diálogo de conflitos de propostas antes de um Congresso da Cidade em julho.

Crescer sem destruir, desafio de Jundiaí. E a sua opinião pode ser a solução.

José Arnaldo de Oliveira
Foto: Dorival Pinheiro Filho


Publicada em 24/03/2015 ▪ Leia mais sobre , ,

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