No Ivoturucaia, oficina aponta sustentabilidade ambiental e social

A décima das 11 oficinas territoriais do Plano Diretor Participativo, realizada no bairro do Ivoturucaia, reuniu moradores de áreas rurais e urbanas na noite dessa quarta-feira (8). Eles apontaram o desafio de melhorar a legislação para que áreas urbanas isoladas possam ter mais estrutura ao mesmo tempo em que aquelas ainda rurais e agrícolas sejam valorizadas na produção de água e no aproveitamento turístico.

“Toda esta região enfrenta uma situação em que a legislação estadual define-a como área rural e de mananciais na Área de Proteção Ambiental (APA), mas a legislação municipal de macrozoneamento coloca uma zona urbana. É algo que precisa ser aprimorado, tendo em vista que em todas as oficinas se pede ocuidado com o meio ambiente”, afirmou a secretária de Planejamento e Meio Ambiente, Daniela da Camara Sutti.

Oficina teve moradores de bairros da região do Ivoturucaia

Oficina teve moradores de bairros da região do Ivoturucaia

Os participantes, alguns deles moradores do bairro e de loteamentos irregulares em análise, apontaram anecessidade da busca de equilíbrio entre as leis que na esfera social impedem empreendimentos comerciais ou de serviços na divisa do município. Como em outras oficinas, a centralidade do bairro foi apontada como referência.

Por outro lado, a valorização política das áreas rurais e de mananciais foi novamente destacada nos debates. O secretário de Agricultura, Abastecimento e Turismo, Marcos Brunholi, esteve presente e afirmou que mesmo em perímetro urbano qualquer propriedade produtiva e ocupada com agricultura pode solicitar apoio técnico para a isenção até total de IPTU.

Visão das crianças
Uma das surpresas na oficina do Ivoturucaia, realizada na escola Luzia Francisca Souza Martins, foi um painel de desenhos de alunos do quinto ano com o tema “a cidade que as crianças gostariam de ter”, inspirados pela própria discussão do Plano Diretor.

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De acordo com a diretora Vera Lúcia Martins Passero, a iniciativa foi adotada pela professora Lourdineia Pereira Alves e ampliou um trabalho existente sobre a rua de cada criança.

“Foram usados os princípios adotados nesse debate”, comentou. Entre os desenhos, havia até uma tradução visual do que seriam as estradas-parque em áreas ecológicas e rurais.

No caso dos adultos, as expectativas traduzidas no exercício de manchetes para 2025 apontaram uma cidade que atinge o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, que cresceu planejada, que vira referência de sustentabilidade e até que reduziu o número de carros pela reeducação da comunidade.

Painel: plano inspira trabalhos escolares

Painel: plano inspira trabalhos escolares

Altos e baixos
Entre os destaques positivos da cidade estiveram os cuidados com mananciais; o incentivo ao turismo rural e o potencial ao lado da ecologia e de negócios; a educação básica; a preservação da natureza; a economia diversificada e com empregos e a criação de contrapartidas nos Estudos de Impacto de Vizinhança (EIV) de novos empreendimentos.

Nos pontos de atenção surgiram a ampliação de áreas de lazer, o trânsito, as melhorias do transporte público, a infraestrutura de serviços descentralizados, o crescimento desordenado e os desafios da proteção ambiental, entre outros.

O encontro foi prestigiado pelo vereador Rogério Ricardo da Silva, que destacou a importância do diálogo participativo adotado nesse processo.

Os participantes das oficinas e também de questionários respondidos em 2014 (foram 8 mil moradores), assim como a população em geral, serão convidados agora para o 1º Fórum do Plano Diretor, previsto para 9 de maio em local e horário que estão sendo definidos pelo Grupo Gestor.

José Arnaldo de Oliveira
Fotos: Dorival Pinheiro Filho


Publicada em 09/04/2015 ▪ Leia mais sobre ,

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