Plano Diretor: IBGE reforça visão de problemas de mobilidade

O estudo “Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas no Brasil”, recém-divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oferece uma visão adicional sobre os desafios de mobilidade enfrentados por Jundiaí. De acordo com esse levantamento, baseado em dados de 2010, perto de 125 mil pessoas se deslocavam praticamente todos os dias apenas entre os seis municípios apontados nesse chamado arranjo populacional formado por Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Louveira e Jarinu. E esse cenário foi registrado já há cinco anos.

Mesmo retirando-se da conta o número de habitantes de Jundiaí que trabalham ou estudam em outra dessas cidades (54.404), a maior parte dos 70.600 restantes está concentrada no município. Eram 35.937 de Várzea Paulista, com índice de integração de 0,63 ao arranjo, 18.187 de Campo Limpo Paulista (com índice de 0,44), 8.821 de Itupeva (com índice de 0,35), 5.283 de Louveira (com índice de 0,25) e 2.241 de Jarinu (com índice de 0,19).

Apesar de ocupar a liderança em termos absolutos, o índice de Jundiaí no método de integração ao arranjo populacional é baixo, sendo o mesmo de Louveira (0,25), significando uma forte capacidade de proporcionar serviços e empregos para a população na própria cidade.

O estudo do IBGE, que busca uma análise no sentido da chamada “contiguidade urbana”, não considera o também grande deslocamento diário para Jundiaí dos contingentes de trabalho vindos da área próxima da Grande São Paulo que inclui as cidades de Francisco Morato, Cajamar e Franco da Rocha. O foco também não envolveu Cabreúva, que integra a Aglomeração Urbana mas possui uma dinâmica populacional bastante forte com a região de Itu.

A análise deve ser ainda relativizada porque usa a base de dados de 2010, com a população de Jundiaí considerada em 370.126 pessoas. Como a estimativa oficial do próprio instituto para a cidade alcançou 397.965 pessoas em 2014, essa base estatística também deve receber uma tendência de alta.

Esses números ajudam a exemplificar a importância do tema do trânsito e do transporte individual (motorizado ou não) ou coletivo nas estratégias integradas de uso do território para o futuro da cidade.

José Arnaldo de Oliveira


Publicada em 01/04/2015 ▪ Leia mais sobre , ,

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