Qualidade de vida ‘igualitária’ é recado de oficina do Plano Diretor

A busca de uma cidade com qualidade de vida bem distribuída pelos bairros foi uma das principais mensagens da oitava das 11 oficinas territoriais do Plano Diretor Participativo, realizada na segunda-feira (6) no Jardim Tarumã. Essa etapa de sensibilização da 2ª fase do projeto prepara a realização dos fóruns sociais em maio e em junho e também um congresso da cidade em julho, depois da junção da leitura comunitária com a leitura técnica e também jurídica em andamento.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DAS OFICINAS TERRITORIAIS

“Foi uma oficina muito importante, não apenas pela quantidade de participantes como também por suadiversidade”, destacou a secretária de Planejamento e Meio Ambiente, Daniela da Camara Sutti.

A oficina no Jardim Tarumã reuniu moradores de diversos bairros

A oficina no Jardim Tarumã reuniu moradores de diversos bairros

Realizada na escola municipal Deodato Janski, a reunião teve quase uma centena de participantes entre moradores de diversos bairros, técnicos de desenvolvimento local e também foi prestigiada por vereadores como Márcio Cabeleireiro e Zé Dias.

Foi lembrado que a água, um dos pontos positivos apontados para a cidade (ao lado da Serra do Japi, dos parques públicos, de equipamentos públicos como educação, saúde ou academias ao ar livre e da economia que gera empregos e outros) contava nessa região com um avanço urbano sobre a área de mananciais do município.

Entre os pontos de atenção foram citados a importância de áreas verdes e de lazer para crianças e jovens, o reforço de iluminação de ruas e vielas, a saúde e avanços no transporte público. No caso da segurança, foi lembrado que um novo plano específico está também em andamento na cidade.

CONHEÇA O PLANO MUNICIPAL DE SEGURANÇA PÚBLICA E CIDADANIA

O trabalho da equipe técnica e de consultoria apontou para uma qualificação do olhar, em que a qualidade intrínseca de cada setor é algo pontual, enquanto a distribuição de equipamentos e serviços no território é também função do Plano Diretor. Entre as expectativas para os próximos dez anos surgiu entre as conclusões o conceito de “qualidade de vida igualitária” para a cidade.

PARTICIPE TAMBÉM ONLINE: Qual a Jundiaí que você quer para daqui a 10 anos?

Outros pontos destacados nos grupos de debate foram também a proteção ambiental, o potencial histórico e cultural da cidade e até serviços pontuais, como a coleta de lixo.

Durante o evento, a revisão participativa foi apontada como necessária pela avaliação de pouca eficiência de controle do território nas leis 7.857 e 7.858, ambas de 2012, que teve uma participação comunitária mais limitada a comentários sobre uma minuta técnica elaborada anteriormente. O processo atual vai gerar umtexto-base antes de ser transformado para a linguagem técnica, buscando o envolvimento buscando inclusive pelo Ministério Público.

As 11 oficinas territoriais terão seus principais resultados combinados com as 8 mil contribuições recebidas em 2014 para a construção da leitura comunitária, que vai ser associada com as leituras técnica e jurídica.

A secretária Daniela e os vereadores Márcio e Zé Dias, que prestigiaram o evento

A secretária Daniela e os vereadores Márcio e Zé Dias, que prestigiaram o evento

José Arnaldo de Oliveira
Fotos: Paulo Grégio


Publicada em 07/04/2015 ▪ Leia mais sobre ,

Plano Diretor Participativo | Desenvolvido por CIJUN