Adensamento urbano pode ser reorientado em Jundiaí

Você Sabia?

Os estudos técnicos do Plano Diretor Participativomostram que o município de Jundiaí ampliou legalmente suas zonas urbanas de forma desconcentrada a partir de 1980, mas passados 35 anos essas áreas ainda envolvem grandes trechos com demanda de orientação adequada de uso.

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Enquanto o trecho sul do corredor da avenida Nove de Julho, por exemplo, chega a mostrar áreas com aproveitamento de 300% do tamanho do terreno (por causa da verticalização), outras áreas como no eixo do Vetor Oeste apresentam índices de ocupação abaixo de 20%, neste caso incluindo em diversas regiões da cidade as atividades industriais ou mesmo agrícolas que fazem uso parcial em zonas legalmente urbanas.

Na região central do município estão muitos casos de aproveitamento de 100 a 200%, mas a média observada nos bairros mais consolidados da cidade e ainda marcados por residências o aproveitamento é de 50 a 75% do terreno.

Esse levantamento está sendo sistematizado ao lado de outros mapas (ambientais, patrimoniais, habitacionais, econômicos) e de equipamentos públicos (de mobilidade, de educação, de saúde, de cultura e outros) para orientações de uso. Para isso, deve ser considerado o contexto de cada região da cidade e seu equilíbrio como um todo.

Vale lembrar que o forte adensamento vertical das décadas de 2000 para 2010, ao lado de condomínios horizontais murados, ainda tem estoque de projetos protocolados e não implementados. O foco do Plano Diretor é o horizonte de dez anos à frente.

Aproveitamento do solo urbano com edificações

Veja os objetivos estratégicos definidos:

1. Preservação, Conservação e Recuperação de Ecossistemas Hídricos e Naturais;

2. Proteção, Promoção e recuperação de Bens e Imóveis de Interesse Histórico Cultural e iniciativas culturais;

3. Proteção e Promoção do Desenvolvimento Rural e da Produção Agrícola;

4. Fortalecimento da Base Econômica local;

5. Melhoria na Mobilidade Urbana e nas condições de acessibilidade;

6. Regulação do Uso e Ocupação do Solo e da Produção Imobiliária;

7. Contenção da Urbanização dispersa e desordenada;

8. Aproveitamento de Imóveis Ociosos localizados em áreas urbanas consolidadas;

9. Melhoria das Condições Urbanas dos bairros, com oferta adequada de equipamentos de educação, saúde, esporte, lazer e cultura;

10. Provisão Habitacional de Interesse Social;

11. Urbanização e regularização fundiária de assentamentos precários ocupados pela população de baixa renda e de interesse específico;

12. Gestão Democrática com fortalecimento da participação popular nas decisões dos rumos da cidade.
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José Arnaldo de Oliveira


Publicada em 24/07/2015 ▪ Leia mais sobre ,

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