Um símbolo de Jundiaí ‘ilumina’ o Plano Diretor

Mesmo sem estar no foco direto do Plano Diretor Participativo (por ter uma legislação própria a ser revista em outro momento), a Serra do Japi é a referência de Jundiaí mais citada durante as etapas da “leitura comunitária” que envolveu quase 10 mil participações entre 2014 e o primeiro semestre de 2015. Mas também é parte essencial da chamada “leitura técnica”, mostrando ser mais do que um símbolo de orgulho da cidade. Na verdade, apontando a unanimidade da importância do meio ambiente para a cidade.

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 Reprodução Base ambiental de Jundiaí orientou ocupação histórica no município


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Base ambiental de Jundiaí orientou ocupação histórica no município

No mundo inteiro, a maioria absoluta das cidades desenvolveu-se sobre uma base ambiental, física, que também determina suas características ao lado de sistemas urbanos de moradia, economia, mobilidade e equipamentos de serviços. Em Jundiaí, a ocupação secular acompanhou o vale do rio de mesmo nome no sentido sudeste (SE) para noroeste (NO) com áreas menos acidentadas e de solos mais adequados.

O número de áreas de risco no município, portanto, foi limitado nesse processo com a conservação da Serra do Japi ao sul e, em parte, da região de mananciais dos rios Jundiaí-Mirim e Capivari, ao norte. Mas a pressão urbana crescente nessas áreas e seu entorno tornou-se visível desde o início do século 21 nos mapas e até na redução de visibilidade da serra em diversos pontos.

No sentido principal de ocupação (sudeste-noroeste) surgiram as estradas antigas, as ferrovias e as rodovias, levando para a atual tendência de “conurbação” (quando surge uma área contínua entre duas cidades) de Jundiaí com Várzea Paulista de um lado e Itupeva de outro.

Mas vale notar que essa conexão não é apenas urbana, mas também ambiental. O Plano Diretor Participativo deve analisar a ligação da Serra do Japi com a Serra dos Cristais na região do Castanho e Tijuco Preto, e também a região do Ribeirão Caxambu, entre a Serra do Japi e a divisa com Itupeva, orientando essas áreas para o futuro.

Esses dados são parte dos subsídios para a elaboração da proposta de governo que será apresentada aos moradores no 2º Fórum do Plano Diretor Participativo.

Série semanal vai trazer dados em uso na elaboração da proposta de governo

Série semanal vai trazer dados em uso na elaboração da proposta de governo

Veja os objetivos estratégicos definidos:

1. Preservação, Conservação e Recuperação de Ecossistemas Hídricos e Naturais;

2. Proteção, Promoção e recuperação de Bens e Imóveis de Interesse Histórico Cultural e iniciativas culturais;

3. Proteção e Promoção do Desenvolvimento Rural e da Produção Agrícola;

4. Fortalecimento da Base Econômica local;

5. Melhoria na Mobilidade Urbana e nas condições de acessibilidade;

6. Regulação do Uso e Ocupação do Solo e da Produção Imobiliária;

7. Contenção da Urbanização dispersa e desordenada;

8. Aproveitamento de Imóveis Ociosos localizados em áreas urbanas consolidadas;

9. Melhoria das Condições Urbanas dos bairros, com oferta adequada de equipamentos de educação, saúde, esporte, lazer e cultura;

10. Provisão Habitacional de Interesse Social;

11. Urbanização e regularização fundiária de assentamentos precários ocupados pela população de baixa renda e de interesse específico;

12. Gestão Democrática com fortalecimento da participação popular nas decisões dos rumos da cidade.

José Arnaldo de Oliveira
Fotos: reprodução


Publicada em 03/07/2015 ▪ Leia mais sobre ,

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