Prefeito orienta ajustes do Plano

O prefeito Pedro Bigardi destacou o avanço rumo a um consenso pela cidade

O prefeito Pedro Bigardi destacou o avanço rumo a um consenso pela cidade

O corpo técnico envolvido nos ajustes do Plano Diretor Participativo apresentou nesta quinta-feira (3) os atuais avanços de reorganização do crescimento da cidade ao prefeito Pedro Bigardi, dentro das prioridades de proteção de bairros, conservação do meio ambiente e melhorias urbanas. Em fase de ajustes nas tabelas de uso e ocupação da terra (ou parâmetros de uso e ocupação do solo), a proposta foi mostrada com destaque para o uso de novos conceitos, como a substituição da classificação viária pelo fluxo de veículos pela classificação por função urbanística, a partir da cidade já existente.

“Realmente o processo está avançando para um formato consistente, orientando melhor o crescimento para os próximos dez anos e, de uma maneira mais compreensível, para todos os moradores. Mas ainda vamos fechar tudo isso com a participação dos diversos segmentos da comunidade”, afirmou Bigardi.

Um novo cronograma de fechamento da proposta final, junto com os 101 delegados de diversos segmentos indicados no 2º Fórum do Plano, tem novas etapas a partir de segunda-feira (14).

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No foco mais amplo, a proposta em andamento busca um crescimento mais orientado a partir do Centro e dos bairros tradicionais até as zonas industriais (distritos e marginais de rodovias) e de expansão urbana (vetor oeste), chegando a zonas periurbanas de baixa densidade na transição para a zona de proteção ambiental e de desenvolvimento rural, no arco norte, e para a zona de proteção ambiental da Serra do Japi (mantida a lei complementar 417/2004) e para a Serra dos Cristais, no arco sul.

A maioria de novos edifícios surgiria ao longo dos chamados corredores urbanos (avenidas), enquanto nos miolos dos bairros surgiriam apenas edificações mais baixas (de, no máximo, quatro andares).

Estudos sobre a cidade
De forma paralela e conectada ao zoneamento está uma classificação diferente das ruas, colocadas depois do estudo de cada uma em três grupos que são de proteção de bairro (vias de circulação e vias de acesso ao lote), de reorganização territorial (vias de indução ligando bairros, que estimulam centralidades de comércio e serviços, vias de concentração, que já contam com essas características, e vias estruturais que são as grandes avenidas). Além disso, a cidade conta ainda com as vias de desenvolvimento, que são marginais de rodovias ou previstas em diretrizes viárias.

Em vez de grandes projetos orientados apenas pela classificação viária, como hoje, a proposta simplifica o entendimento de moradores, empresários e técnicos cruzando tipos de vias dentro de cada zona da cidade.

No Centro, por exemplo, o recuo visando pedestres muda para dois metros e um novo projeto pode ter benefícios se deixar uma galeria (com avanço do primeiro piso) ou se deixar apenas o recuo (ampliação de calçada).

Nos bairros tradicionais, as orientações de maior uso seguem para vias que já mostram essa vocação, ampliando o caráter residencial do restante. As atividades permitidas também passam a considerar o porte (de 30 a 1,5 mil metros quadrados) e o incômodo, e não apenas o tipo. No final, em tese, vai ser mais fácil para todos saberem o que pode ou não em cada local.

Trabalho técnico
A apresentação contou com os técnicos Marco Oliveira, Daniela Colagrossi, Marco Antonio Bedin, Alessandra Bernardini de Oliveira, Marília Gontijo de Almeida Reis, Marcelo Pilon, Bruno Ferrari Brandão da Silva, Claudinei José de Melo Trinca, Henrique Freires Pereira, Alexandre Torricelli do Amaral, Aydano Carneiro e Viviane de Cássia Olivatto Galiano.

Eles destacaram também, entre outras coisas, o resgate do desenho urbano real no processo de planejamento, a definição das ruas pela sua função urbanística, a busca da escala pedestre, a busca de cidade mais segura pelo estímulo da permeabilidade visual (evitando “desertos” nos espaços públicos) e de fachadas ativas e da qualidade de cidade para os moradores.

O processo foi acompanhado também pela secretária de Planejamento e Meio Ambiente, Daniela da Camara Sutti.

Técnicos explicam trabalho em torno dos critérios de objetivos participativos

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José Arnaldo de Oliveira
Fotos: Cleber de Almeida


Publicada em 04/12/2015 ▪ Leia mais sobre , ,

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