Mapas do Plano Diretor orientam urbano e rural em Jundiaí

Entre os 15 mapas do novo Plano Diretor Participativo construídos ao longo de mais de dois anos com mais de 10 mil participações da comunidade, três são importantes para orientarem as áreas urbanas, rurais e ambientais do município. Tratam-se dos mapas de perímetro urbano e rural, de macrozonas e das zonas dentro de cada uma delas, praticamente de consenso para a votação no Congresso da Cidade, marcado para o domingo (20). Entenda mais.

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Confira os mapas de perímetro urbano e rural, de macrozoneamento e zoneamento

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Mapa 4 – Perímetro Urbano e Rural
Este mapa mostra de forma simples (o verde é rural, o amarelo é urbano) a visão geral do trabalho de dois anos para a organização do município, revertendo áreas que ainda são predominantemente rurais e que haviam sido alteradas para urbanas em plena bacia do rio Jundiaí-Mirim, com um desenho mais próximo da lei estadual que tornou Jundiaí uma área de proteção ambiental (APA). Também teve polêmicas nos debates do plano, mas ganhou o reforço de novos programas de desenvolvimento rural, turístico e ambiental e mais o fundo que fazem parte do anteprojeto, entre outros que somam 19 instrumentos rurais e ambientais voltados para o setor.

Mapa 5 – Macrozoneamento

Os perímetros ganham nesse mapa as cores de suas “macrozonas”, de forma didática e facilmente compreensível por todos. No azul, de água, está a Macrozona de Proteção Ambiental, Hídrica e de Desenvolvimento Rural. No verde, de serras, está a Macrozona de Proteção da Serra do Japi e Serra dos Cristais. No marrom-claro, está a Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana (porque vai ser melhor estruturada e qualificada contra o crescimento desordenado).

Com essas três grandes áreas, o desenho geral da cidade volta a estar mais próximo da lei estadual de Área de Proteção Ambiental (APA).

Mapa 6 – Zoneamento
É o mapa do conjunto de zonas definidas dentro das três grandes macrozonas anteriores. Comparado ao atual e quase incompreensível mapa dessa lei, passa a buscar um desenho urbano. O território de gestão da Serra do Japi (com definição listrada no mapa) segue ainda na sua legislação própria (417). Mas ganha de um lado, em verde, a Zona de Preservação da Serra dos Cristais e, de outro lado, a cor verde-musgo que coloca a área do Ribeirão Cachoeira/Caxambu dentro da Zona de Proteção e Recuperação Ambiental das Bacias dos Rios Jundiaí-Mirim, Capivari e Ribeirão Caxambu.

Também em outro tom de verde aparece na margem direita do rio Jundiaí, depois da área industrial, a Zona de Produção Agrícola e Desenvolvimento Turístico e Cultural.

No contato com essas áreas do perímetro rural aparecem, em cor marrom e cinza-claro, a Zona de Desenvolvimento Periurbano 1 e a Zona de Desenvolvimento Periurbano 2. Ambas “desaceleram” o crescimento da cidade em direção às zonas de maior proteção, com menos verticalização por exemplo.

Em tom rosa-escuro está a Zona de Reabilitação Central, com suas normas de revitalização para o setor mais histórico da cidade. Em torno, em cor areia, estão áreas tradicionais na Zona de Qualificação de Bairros, onde construções poderão atingir no máximo quatro pavimentos dependendo da via. Em cor laranja, principalmente ao longo de avenidas, estão áreas onde a verticalização vai poder ocorrer de forma orientada – e não da maneira como ocorre atualmente em qualquer ponto da cidade. Depois, em tom rosa-claro, está no vetor oeste a Zona de Estruturação e Expansão Urbana.

A grande zona cinza corresponde às áreas destinadas para a expansão industrial, logística e de serviços na chamada Zona Industrial e de Desenvolvimento Regional Urbano.

José Arnaldo de Oliveira


Publicada em 11/03/2016 ▪ Leia mais sobre

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