Serra do Japi retoma temporada de pesquisa

Como ocorre a cada ano na temporada primavera-verão, a Reserva Biológica Municipal da Serra do Japi começa a receber novamente grupos de pesquisa científica. Embora ocorram ao longo do ano, essa presença coincide com a temporada de reprodução e multiplicação da maioria dos animais e plantas da mata atlântica.

A agenda atual já teve um grupo da Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila) e conta agora com um grupo de 20 pesquisadores de pós-graduação e orientadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de quinta (6) a esta quinta (13), outro grupo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), de segunda (17) a sexta-feira (21), e outro da Universidade Federal do ABC, de 7 a 13 de novembro. Também vai ocorrer um treinamento especial de resgate com cães organizado pela Guarda Municipal, em novembro.

Reserva Biológica da Serra do Japi: fonte de conhecimentos

Reserva Biológica da Serra do Japi: fonte de conhecimentos

A Serra do Japi reforçou seu papel de referência científica sobre ecologia com a criação da Reserva Biológica Municipal, em 1991 (dentro da área tombada), com a criação da Base Ecológica no mesmo ano e com a publicação do livro “História Natural da Serra do Japi”, pela Editora da Unicamp, em 1992.

De acordo com diretor da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, Marcelo Pilon, a pesquisa científica é uma ferramenta essencial para aprimorar o conhecimento os cuidados com todo o território de gestão que deve revisar a médio prazo sua legislação (lei 417/2004) depois que o mesmo foi feito com todo o município no Plano Diretor (lei 8.683/2016). “A pressão de ocupação da serra e seu entorno continua muito presente”, afirma.

A mesma análise é feita pelo superintendente da Fundação Serra do Japi, Flávio Gramolelli Júnior, observando que o tema deve ser cada vez mais valorizado por toda a sociedade.

No grupo de pesquisadores da Unicamp, por exemplo, estão pós-graduandos de origem internacional. A Serra do Japi, que tem suas maiores áreas em Jundiaí e Cabreúva mas também em Cajamar e Pirapora do Bom Jesus, está presente em publicações científicas de diversos idiomas e países.

José Arnaldo de Oliveira
Foto: Arquivo PMJ


Publicada em 07/10/2016 ▪ Leia mais sobre , ,

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