Capítulo IV- Da Política e dos Sistemas de Mobilidade – parte 1

Diretrizes da Política de Mobilidade:

(I) priorizar os modos de transporte não motorizados e o transporte público coletivo em relação aos meios individuais motorizados;
(II) promover a integração dos sistemas de transporte coletivo, viário, cicloviário e de circulação de pedestres, contemplando a acessibilidade universal;
(III) aperfeiçoar e ampliar o sistema de circulação de pedestres e de pessoas portadoras de deficiência, propiciando conforto, segurança e facilidade nos deslocamentos;
(IV) consolidar e ampliar áreas de uso preferencial ou exclusivo de pedestres;
(V) elaborar e implantar plano de calçadas, integrando as obras de pavimentação e recapeamento das vias com a adequação das calçadas;
(VI) implantar programa de acessibilidade priorizando os centros comerciais, centros de bairros, os equipamentos públicos e as rotas de acesso ao sistema de transporte coletivo;
(VII) diminuir o desequilíbrio existente na apropriação do espaço utilizado para a mobilidade urbana, favorecendo os modos coletivos que atendam a maioria da população, sobretudo os extratos populacionais mais vulneráveis;
(VIII) promover os modos não motorizados como meio de transporte urbano, em especial o uso de bicicletas, por meio da criação de uma rede estrutural cicloviária;
(IX) promover a integração entre os sistemas de transporte público coletivo e os não motorizados;
(X) promover o compartilhamento de automóveis, inclusive por meio da previsão de vagas para viabilização desse modal;
(XI) complementar, ajustar e melhorar o sistema viário, visando sua estruturação e ligação inter-bairros, contemplando os núcleos urbanos em zona rural;
(XII) promover a melhoria nas condições físicas e de sinalização do sistema viário;
(XIII) promover a integração da política de mobilidade com as diretrizes de ocupação, uso e controle do solo;
(XIV) incentivar a utilização de veículos automotores movidos a base de energia elétrica ou a hidrogênio, visando reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a poluição sonora, e a redução de gastos com combustíveis com a utilização de veículos movidos com fontes de energias renováveis ou combustíveis menos poluentes;
(XV) aumentar a eficiência das vias expressas, arteriais e coletoras buscando aliviar o tráfego intenso nas vias locais;
(XVI) ampliar o plano de travessia de pedestres, com segurança, nas vias expressas;
(XVII) evitar o tráfego de passagem nas vias locais nas zonas predominantemente residenciais, implantando dispositivos de redução da velocidade e acalmamento de tráfego.
(XVIII) assegurar que projetos de edificações disciplinados como pólo gerador de tráfego sejam aprovados pela Secretaria Municipal de Transporte, garantindo que os empreendimentos contenham área para estacionamento compatível com a atividade e indicação das vias de acesso adequadas;
(XIX) induzir uma política para qualificar o aeroporto e a ferrovia situados no território do Município, que se consubstancie num Plano Aeroportuário e Ferroportuário regional, buscando integração com o transporte coletivo local;
(XX) planejar e elaborar estudos e projetos da rede futura de mobilidade que evitem a intervenção nas áreas de preservação permanente de corpos d’água, em especial de córregos não canalizados ou que estejam canalizados a céu aberto.
(XXI) articular as diferentes políticas e ações de mobilidade urbana, abrangendo os três níveis da federação e seus respectivos órgãos técnicos;
(XXII) promover ampla participação de setores da sociedade civil em todas as fases do planejamento e gestão da mobilidade urbana.



Os comentários para este texto já foram encerrados.

Quem já participou (2)

  • Gianlucca Hernandez disse:

    Diretrizes:
    -V: Implementar um plano de erradicação de postes com foco na melhora da mobilidade nas calçadas, assim como implantação de corrimãos em áreas de considerável dificuldade de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, como escadas e ruas ingrimes, nas proximidades de hospitais, etc.;
    -VIII: Não comente cicloviária, mas também ciclável;

    Talvez integrante do plano de mobilidade, mas como foi discutido, aqui serão indicadas.

    – Promover as condições de trabalho necessárias aos condutores de ônibus urbano, respeitando o tempo necessário de trajeto da linha;
    Fim da cobrança de tarifa pelos motoristas;
    Melhoria das condições sanitárias nos terminais e pontos finais, pensando principalmente nos motoristas

  • ROBERVAL GUITARRARI (TECPROF) disse:

    Estruturar o Plano de Mobilidade de maneira a integrar os municípios do Aglomerado Urbano, interligando os modais.
    Implementar o Plano Viário para o município.



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