Zona de Preservação, Restauração e Recuperação Ambiental

Zona de Preservação



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  • Marcela Moro disse:

    Uma vez que há a possibilidade de promoção de atividade ligadas ao ecoturismo, é importante que se tenha conhecimento específico com relação ao segmento e ao que efetivamente é permitido durante as práticas da atividade, à saber:

    De acordo com o Ministério do Turismo:
    Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.

    Atividades praticadas
    As atividades do segmento Ecoturismo como oferta turística correspondem à complementaridade das atividades tradicionalmente ditas turísticas (hospedagem, transporte, alimentação, recreação, entretenimento, operação, agenciamento, recepção, guiamento, condução e outras) e das práticas que as geram, ou seja, as atividades de experienciação da natureza e que dão consistência ao segmento, tidas como tipicamente ecoturísticas
    Ao serem contempladas no âmbito desse segmento, quaisquer dessas atividades devem considerar:
    • Aspectos construtivos das instalações em relação ao porte, ao estilo arquitetônico e aos materiais utilizados, técnicas e procedimentos adotados.
    • Meios e vias de transporte de baixa potencialidade de degradação e poluição e adequados ao ambiente.
    • Serviços e produtos harmonizados aos princípios da qualidade, da sustentabilidade e da cultura local.
    As atividades tipicamente ecoturísticas devem ocorrer estrita e necessariamente seguindo premissas conservacionistas. Podem realizar-se concomitantemente ou em conjunto com outras, de formas e por meios diversos, e devem ser estruturadas e ofertadas de acordo com normas e certificações de qualidade e de segurança de padrões reconhecidos internacionalmente. De modo geral, as atividades ecoturísticas buscam atender às motivações específicas por meio de atividades passíveis de serem praticadas com outras finalidades, configurando outros segmentos. Porém, o que caracteriza o segmento são as atividades resumidas em observação e contemplação da natureza que podem ocorrer de diversas formas e meios.
    A prática de atividades em ambientes naturais incorpora códigos de conduta ideal para o visitante adotados nos países com intensa atividade ecoturística.
    São atividades previstas:
    1. Observação – exame minucioso de aspectos e características da fauna, flora, formações rochosas e outros, que exigem técnicas de interpretação ambiental, guias e condutores especializados, equipamentos e vestuário adequados.
    a. Observação de fauna – consiste em observar, identificar, estudar comportamentos e habitats de determinados animais, destacando-se:
    i. • Aves – também conhecida como birdwatch, demanda equipamentos específicos, cujo uso não é imprescindível, mas facilita e aumenta o aproveitamento da atividade. A observação de aves, nos mais variados aspectos de sua prática, ainda é pouco desenvolvida no Brasil, mas com perspectiva de se configurar em produto de destaque no mercado internacional, já que o País ocupa o terceiro lugar no mundo em matéria de diversidade no gênero, com um total de 1.700 espécies, das quais 182 endêmicas
    ii. • Mamíferos – o Brasil, que possui grande parte dos mamíferos do mundo, apresenta algumas espécies consideradas ícones da nossa fauna, como a onça-pintada, o tamanduá-bandeira, a anta e o loboguará. Apesar da observação de determinados animais – especialmente os de hábito solitário, discretos e com atividade noturna ou crepuscular – ser difícil, é possível identificá-los e, de certa forma, conhecê-los, mesmo sem vê-los de fato, por meio da observação indireta de seus rastros (tocas, trilhas, restos alimentares, fezes e pegadas).
    iii. • Cetáceos – como baleias, botos e golfinhos – também conhecidos como whalewatch e dolphinwatch. Pode ocorrer de estações em terra (na costa e beiras de rios e lagos), de embarcações ou mergulhando. Nesse caso, merece atenção a regulamentação específica, que reúne medidas para possibilitar a observação sem perturbar o ambiente e sem comprometer a experiência do turista.
    iv. • Insetos – muito desenvolvida em outros países, como nos Estados Unidos, a observação desses animais vem ocorrendo no Brasil ainda timidamente – borboletas, vespas e abelhas, formigas, besouros, moscas e inumeráveis outros. No processo de identificação de insetos também são analisados vestígios e aspectos – folhas utilizadas para alimentação, lagartas, vermes, crisálidas etc.
    v. • Répteis e anfíbios – considerado o primeiro em espécies de anfíbios e o quarto em répteis, destaca-se no País a observação de salamandras, sapos, rãs, pererecas, tartarugas, jacarés, lagartos, cobras. Sobre esse assunto, apontam-se os projetos brasileiros para a conservação da tartaruga marinha e do tracajá.
    vi. • Peixes – a observação geralmente ocorre pela flutuação ou mergulho, com ou sem o uso de equipamentos especiais. Além de seu reconhecido papel nos ecossistemas aquáticos, os peixes têm forte apelo estético para atração de visitantes e reforçam o espetáculo de ambientes aquáticos privilegiados por ampliar o contato das pessoas com a ictiofauna
    b. Observação de flora – consiste em observar, identificar, estudar características da vegetação, destacando-se as plantas medicinais, ornamentais, utilitárias e de exuberância paisagística.
    c. Formações geológicas – atividade ainda tímida no País que consiste geralmente em caminhada por área de ímpar diversidade geológica que oferece locais estratégicos para discussão da origem dos ambientes, sua idade, entre outros fatores, por meio da observação direta e indireta das evidências das transformações que ocorreram na esfera terrestre.
    2. Contemplação – apreciação de flora, de fauna, de paisagens e de espetáculos naturais extraordinários. As atividades relacionadas são
    a. • Caminhadas – percursos a pé para fins de contemplação, fruição e observação da natureza, com possibilidade de interpretação.
    b. • Mergulho – observação, contemplação e fruição de ambientes submersos, com ou sem a utilização de equipamentos especiais.
    c. • Safáris fotográficos – itinerários organizados para fotografar paisagens singulares ou animais que podem ser feitos a pé ou com a utilização de um meio de transporte.
    d. • Trilhas interpretativas – conjunto de vias e percursos com função educativa e vivencial. Pressupõe amplo conhecimento da fauna, flora, paisagem, clima e demais aspectos biológicos, geográficos, históricos da região. Podem ser autoguiadas ou percorridas com o acompanhamento de condutores, guias e intérpretes devidamente capacitados. A depender do tipo de trilha e grau de dificuldade, podem conter sinalização, equipamentos de proteção e facilitadores (corrimões, escadas, pontes), proporcionando interação do homem com a natureza e a compreensão da responsabilidade em relação aos recursos naturais.
    Existe uma diversificada e significativa gama de outras atividades que, embora possam caracterizar outros tipos de turismo, podem também ser ofertadas em produtos e roteiros desse segmento: atividades de aventura, de pesca, náuticas, esportivas, culturais e várias outras, desde que cumpram as premissas, comportamentos e atitudes estabelecidas para o Ecoturismo.

    http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Livro_Ecoturismo.pdf

  • Flávio Gramolelli Junior disse:

    inclusão de mais um objetivo:

    – preservação da Mata Atlântica e proteção de nascentes e corpos hídricos das bacias do rio Jundaí e ribeirão Caxambu



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